Redes sociais: o lado negativo de se praticar pirataria digital

Apesar de haver um lado bom de compartilhar conteúdo ilegal, sem mais delongas, compartilhar conteúdo ilegal nas redes sociais tem um ar romântico, mas infelizmente ainda é crime. As leis brasileiras, assim como em tantos outros temas, são extremamente atrasadas, antiquadas e ineficientes. Porém ainda são leis.

Compartilhar um CD ou um livro sem autorização prévia é crime no Brasil, sem contar que prejudica diversos artistas e profissinais. Nem tudo é um mar de rosas, um céu de brigadeiro, um jardim de flores…

Um usuário pode realizar tais atitudes por sua conta e risco, como usar software pirata, mas entidades corporativas, mesmo que microempresas, devem se entregar aos barões do capitalismo digital (e off-line) e usar produtos “genuinamente” originais. A diferença de um para o outro? Em termos de conteúdo é quase inexistente. Em termos financeiros significa mais dinheiro para quem é a produtora do conteúdo restrito.

Porém, se analisarmos de maneira mais profunda, não se constrói um sistema operacional no dia para a noite. Não se cria uma música ou elabora um livro sem o menor incentivo financeiro. É necessário algum suporte sólido para que o responsável pelo conteúdo consiga formular algo e também se sustentar. Boas intenções e ativismo 2.0 não enchem a barriga de ninguém, galera.

Não é tão confortável para um escritor ver sua obra disseminada na rede sem ganhar nada pelos seus textos, ou um músico que não emplaca a venda de álbuns. O processo criativo também requer de algum requinte financeiro, e isso incluí até as celebridades de internet. A nova economia está em reformulação profunda e com certeza logo esse assunto de direitos autorais x mundo digital estará ultrapassado. Ou não, quem sabe.

Confira também  Redes sociais: o lado positivo de se praticar pirataria digital

Por enquanto, você só quer baixar um CD do Seu Jorge porque a mídia falou do respectivo cantor. Se ele continuasse com sua vida apagada jamais um download valeria a pena, a não ser para grupos específicos que sempre estão em busca de conteúdos alternativos. Produzir bom jornalismo custa caro. Produzir um bom filme custa caro. Produzir um bom livro custa caro. Se você não quer pagar a conta, tudo bem, mas não venha reclamar quando aquilo que você não curte (leia aquilo que você considera ruim) fizer sucesso.

Artigo originalmente publicado no Ponto Marketing.

Ton Torres

Jornalista e blogueiro. Pós-graduado em Tecnologia, Formação de Professores e Sociedade pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e pós-graduado em Jornalismo Científico pela Unicamp. É mestrando em Divulgação Científica e Cultural (MDCC) também pela Unicamp.

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  1. Gabriel Galvão disse:

    Obrigado pela republicação do conteúdo! É um prazer para nós!

    Grande abraço e sucesso!

  2. Gabriel Galvã disse:

    Obrigado pela republicação do conteúdo! É um prazer para nós!Grande abraço e sucesso!

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