As eleições municipais passadas frustraram novamente todos aqueles que acreditavam na superação do triste aviltamento do papel da internet na política brasileira que ocorreu na campanha presidencial de 2010. Naquele ano, ao invés de propostas, participação e debate, assistimos as pobres polêmicas sobre o aborto, “casamento gay”, blogs subsidiados para a calúnia e a intriga, perfis e dossiês falsos, spam e tudo mais do que não constrói, não mobiliza e não motiva a participação. Em 2012 não foi diferente. Talvez até pior. Escudados pelas facilidades de criação de perfis, blogs e sites, candidatos e campanhas priorizaram a baixaria em detrimento da divulgação de propostas, do estímulo ao debate e à participação. Os repetitivos sites dos candidatos, prefeitos e vereadores mantinham a mesmice estética e estrutural do trinômio: biografia, propostas (vagas e superficiais) e agenda de campanha com fotos e vídeos de eventos. Alguns sites de campanha sequer listavam os endereços dos comitês. Pouquíssimos colocavam como prioridade o que deveria ser o mais importante: o centro de atividades. A orientação de... ...
