Review Category : Marcelo Rebelo

EUA quer acabar com a farra do ctrl+C e crtl+V no jornalismo

Passou quase despercebida tanto na blogosfera como nas mídias sociais daqui uma iniciativa norte-americana de grande importância para a valorização da boa prática jornalística. Tratou-se do lançamento, no dia 05, da NewsRight, uma organização responsável por rastrear o uso não autorizado de conteúdo noticioso protegido por direito autoral na internet. Irritadas e cansadas com o uso indevido de suas matérias por blogueiro, sites e agregadores o New York Times, a Associated Press, o The Washington Post e outras 26 empresas investiram cerca de 30 milhões de dólares na criação da NewsRight. A partir de agora, as notícias produzidas por esses grupos vão contar com um código de rastreamento, cujo objetivo é monitorar o uso comercial não remunerado e depois ir atrás dos infratores para que eles paguem pelo uso não autorizado desse conteúdo. Foram ao todo três anos de pesquisa e planejamento até o lançamento da NewsRight. Além dos 29 investidores, outras 30 empresas noticiosas participam indiretamente, representando mais de 800 sites de jornais norte-americanos. Segundo o ex-presidente da ABC... ...

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Crueldade com animais e hit nas redes sociais

Os gurus da internet ainda não conseguiram desenvolver uma fórmula exata para a criação de vídeos virais de sucesso. Acredito que a dificuldade exista por tratar-se de uma experiência complexa e por vezes visceral cujo resultado final – a disseminação – depende de fatores que captam a atenção dos expectadores por meio dos seus sentimentos. Infelizmente, os vídeos de crueldade com animais possuem todos esses ingredientes e, quando postados na rede, viram hits instantâneos. Basta uma busca qualquer no Google para encontrar milhares de vídeos, notícias e comunidades que tratam do tema. Algumas inclusive incentivadoras desses atos. No mês passado, os vídeos da cadelinha Yorkshire espancada até a morte e do jovem inglês que alimentou sua cobra píton com o gatinho da família causaram muita comoção nas redes e nas mídias sociais daqui e do Reino Unido. Para se ter uma dimensão do impacto causado pelo ato da enfermeira Camila Corrêa, no dia (15/12), data em que as cenas da agressão à cadela foram postadas no YouTube, em uma das cópias que se espalharam... ...

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Collor, o diploma e uma legião de jornalistas analfabetos funcionais

A aprovação pelos senadores da exigência do diploma em jornalismo para exercício da profissão foi muito comemorada pela categoria e seus representantes. A PEC foi aprovada em primeiro turno com 65 votos sim e sete votos não, mas ainda será preciso aprovar o projeto em segundo turno. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), incluiu no texto constitucional o artigo 220-A. Nele, o exercício da profissão de jornalista passa a ser “privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação”. A PEC foi uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a necessidade do diploma para os jornalistas em junho de 2009. Na ocasião, o STF julgou, por oito votos a um, que a exigência é incompatível com a Constituição por desrespeitar o princípio de liberdade de expressão.  Durante a concorrida sessão, em 30/11, muitos senadores discursaram a favor dos jornalistas e da profissão. Entretanto, uma... ...

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O jornalismo digital e o mito da informação gratuita

Cobrar ou não pelo conteúdo jornalístico online é uma questão polêmica que aflige 10 entre 10 especialistas em economia. Como fazer o internauta pagar por algo que pode ser obtido gratuitamente, sobretudo com a disseminação das mídias sociais? A Folha de S. Paulo publicou no dia (16/11) uma elucidativa entrevista com o editor executivo do New York Times, Bill Keller, que trouxe luz para essa questão. Keller foi o responsável pela implantação no jornal do mais discutido modelo de negócios para mídia do ano, o chamado pay wall ou “muro de cobrança”, em funcionamento desde março de 2011. Nele, cada internauta pode ler gratuitamente 20 textos do NYT por mês. A partir daí, precisa ter uma assinatura, cujo preço varia de US$ 15 a US$ 35, de acordo com o pacote oferecido. O pay wall tem se mostrado um estrondoso sucesso. O ritmo de adesão de assinaturas ao portal tem sido de uma por minuto. Já são 335 mil assinantes, além dos 800 mil da versão em papel que também podem... ...

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Os políticos brasileiros ainda não entenderam as redes sociais

A consolidação das redes sociais como potente canal de comunicação tem levado os políticos, em verdadeiro “efeito manada”, a aderirem às mídias sociais. Todos desejam o status de “político 2.0″, mas contam-se numa mão os que efetivamente sabem fazer uso das ferramentas para interagir com seus eleitores e conseguir dividendos políticos. Há menos de um ano para as eleições municipais, muitos políticos já estão em pré-campanhas e as mídias sociais não podem mais ser desprezadas nas estratégias eleitorais devido ao vertiginoso crescimento do número de internautas no país. Segundo um novo estudo do Ibope Nielsen Online divulgado no último mês de setembro, o Brasil registrou 46,3 milhões de usuários ativos em casa ou no trabalho, ficando em terceiro lugar no ranking mundial de (2011). Assim, muitos parlamentares têm investido grandes somas e esforços na contratação de assessorias especializadas em mídias sociais. Nos corredores do Congresso Nacional, em Brasília, prolifera uma nova categoria de comunicadores, os chamados “assessores de mídias sociais”, contratados a peso de ouro para atualização de perfis e... ...

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Analisar as estatísticas é fundamental na edição dos sites

Subestimada pelos editores, a interface que registra o acesso dos usuários aos sites costuma trazer dados valiosos para efetuar ajustes e correções técnicas. Ela também pode aumentar a eficiência no processo de edição dos mesmos, influenciar no número de visitantes e colaborar como ferramenta de comunicação ou geradora de negócios. O internauta mais leigo e avesso à área de exatas ao se deparar com a tela que mostra a métrica do site – composta por uma profusão de números, gráficos, URLs e links – tende mesmo a ficar inibido. Passado o desconforto inicial e a partir de uma leitura mais atenta, o usuário vai notar que tudo aquilo não é nenhum bicho de sete cabeças, pelo contrário é fácil de ser compreendido e, melhor, contém informações valiosas para o processo de planejamento editorial. Com os dados em mãos e corretamente analisados, o editor poderá montar o processo de edição de forma mais eficiente e profissional. Por exemplo, ele poderá coordenar a publicação de matérias com os períodos de maior fluxo... ...

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A teoria do espelho e o jornalismo de entretenimento feito na web

Defendida por muitos, a Teoria do Espelho traduz a ideia da fotografia e sua reprodutibilidade técnica, ou seja, o jornalista é um observador desinteressado, que retrata fielmente a realidade. Nesse momento de frenesi midiático por qual o mundo vive, ela cai como luva para o jornalismo de entretenimento, sobretudo o praticado na web, que está no chão por refletir com perfeição em seus textos a mediocridade pela qual passa a indústria do entretenimento mundial. Com a globalização e a instantaneidade da informação promovida pela internet e incrementada com as redes sociais, o modelo cultural mundial passou a ser o norte-americano, incentivador do consumismo, um prazer almejado mundialmente. Assim, o jornalismo de entretenimento praticado por lá – de culto às celebridades, de incentivo à indústria milionária dos paparazzi e de imposição a padrões de beleza absurdos – é hoje macaqueado em todo o globo. Entretanto, não precisamos continuar com o nosso complexo de vira-latas – como se referia Nelson Rodrigues ao sentimento tupiniquim de inferioridade aos europeus e aos norte-americanos –... ...

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Wikileaks perde apoio da opinião pública e pode ir à lona

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, começou essa semana uma campanha de arrecadação de fundos para manter seu projeto ativo. As arrecadações do site caíram, segundo comunicado enviado à imprensa, 95% desde que Bank of America, VISA, MasterCard, PayPal e Western Union impuseram bloqueio às doações em dezembro de 2010. Segundo ele, o site vem perdendo mais de US$ 620 mil (pouco mais de R$ 1 milhão) por semana desde que divulgou telegramas diplomáticos americanos no final do ano passado. Além dos problemas financeiros, o site e seu fundador estão na berlinda da opinião pública e encrencados com a justiça. O primeiro por incentivar a prática de crime, ao publicar documentos “furtados e vazados” sem nenhum tratamento editorial. Já o segundo, encontra-se em liberdade condicional no Reino Unido, lutando contra uma possível extradição para a Suécia, onde é processado por crimes sexuais. O WikiLeaks divulga documentos secretos há anos, mas ganhou destaque internacional com três vazamentos. No primeiro, publicou um vídeo confidencial, feito por um helicóptero americano, que parece mostrar um... ...

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Como a social media é impactada por Pierre Lévy e Kim Kardashian

Passar pela cabeça de alguém que entre o filósofo Pierry Lévy e a reality star Kim Kardashian haja algo em comum parece um disparate. É como afirmar que a Terra é quadrada ou que o homem nunca pisou na lua. Mas por incrível que pareça, essas duas pessoas têm algo em comum e exercem, à sua maneira, grande influência na sociedade midiatizada em que vivemos, ainda que em meios e escalas diferenciados. O primeiro tem doutorado em Sociologia e Ciência da Informação e da Comunicação pela Universidade de Sorbonne. Foi um dos primeiros pensadores a refletir sobre a internet e seus impactos na sociedade. Seus estudos sobre a inteligência coletiva e a cibercultura ajudaram a desenvolver ferramentas como as redes sociais e a Wikipédia. Autor de dezenas de livros como Cibercultura, As árvores do Conhecimento e O que é virtual?. Desde 2002, é titular da cadeira de pesquisa em inteligência coletiva na Universidade deOttawa, Canadá. A segunda é modelo, socialite, atriz, empresária e reality star. Ficou conhecida após protagonizar um... ...

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Empresas têm o direito de vigiar os funcionários nas redes sociais?

Com a disseminação da internet, as empresas, principalmente as grandes, ficaram mais vulneráveis a golpes e ataques virtuais. Medidas para minimizar e impedir estes reveses validam o sigilo e o controle da informação como formas de aumentar a segurança. Entretanto, nada justifica que a privacidade de funcionários seja invadida como medida preventiva e de pretexto para evitar ataques. O noticiário é cotidianamente pautado por pessoas e instituições que foram vítimas de golpes financeiros ou tiveram segredos roubados por meio virtual. É público e notório que profissionais são contratados para roubar segredos, danificar sistemas operacionais de empresas concorrentes, lançar boatos nas redes sociais e macular a honra das pessoas. É válido que todos aqueles que se sintam ameaçados se defendam, seja com a contratação de especialistas em contra pirataria ou adotando medidas para aumentar a segurança. O problema é que muitos usam a desculpa para se defender como sinal verde para a prática de crimes. Dessa forma, a privacidade de muitos inocentes é devassada e bisbilhotada. Há empresas que colocam cláusulas... ...

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