Review Category : jornalismo digital

Jornalismo e SEO: combinação perfeita?

É fascinante observar, analisar e estudar como os novos hábitos de consumos informacionais dos antigos leitores, hoje prosumers, estão imputando no jornalismo digital habilidades que conciliem diversas áreas de atuação, como o campo do search engine optimization, ou SEO. Técnicas e táticas que eram antes encaradas como fora do segmento das comunicações atualmente são vistas como ferramentas mais do que necessárias. Aliás, alguns profissionais afirmam que o bom jornalista é uma espécie de profissional de SEO nato. Tal afirmação leva com base o texto em si, já que prender a atenção do leitor no primeiro parágrafo é tarefa primordial. E uma das técnicas utilizadas é o conhecido lead, artifício também resgatado na otimização de textos para os mecanismos de buscas. Assim como no impresso, na web as informações básicas devem estar na cara do leitor. Caso contrário, ele fará um escaneamento por palavras-chaves e, caso não as encontre, abandonará a página. Isso é refletido também na arte de se produzir um título substancial, herança, mais uma vez, do glorioso papel.... ...

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Cursos sobre marketing digital, redes sociais e SEO

Chega um momento na nossa vida profissional que é preciso dar um passo maior do que a perna, contrariando o que diziam nossos avós. Procurar por extensões, especializações ou cursos de curta duração nas áreas de marketing digital, mídias sociais, SEO e comunicação digital podem fazer toda a diferença. Não que você só seja um bom profissional se possuir certificados e diplomas, mas é inegável o valor que alguns trazem, principalmente fora das salas de aula. Apesar de alguns cursos possuírem um preço – bem – salgado, não podemos questionar o quesito qualidade. São valores pesados e altos para alguns, mas trata-se de investimento. E um bom investimento requer consideráveis esforços, mesmo que muitas vezes não concordemos com seus custos. É algo que deve ser trabalhado agora para que possamos colher frutos a médio e longo prazos. É possível encontrar bons referenciais básicos em cursos online e gratuitos. Também é possível trocar conhecimento através de grupos de discussão no Facebook que abordagem tais temas. Alguns são fechados, outros não. Uma rápida... ...

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O leitor 2.0 e o futuro do jornalismo

Se o jornalismo está interessado em sobreviver, deve mirar um alvo apenas. É um alvo óbvio, mas difícil de ser notado por jornalistas míopes à era digital. Refiro-me ao leitor 2.0, internauta que está full time nas redes, juggler hiperativo que lê, assiste, se informa e se diverte. O problema é que esse leitor 2.0 ainda é tabu para os jornalistas de papel – profissionais educados na cartilha do século passado, quando repórter e leitor ocupavam papéis bem distintos e distantes. A imprensa sempre serviu de mediação entre governo e cidadãos, políticos e eleitores, artistas e fãs. Mas e a mediação entre imprensa e leitor? Como era feita? Ao longo do século 20, ela ocorria em duas etapas da rotina produtiva da notícia. Primeiro, em um difuso processo de coleta de pautas, que podiam chegar à redação pelo telefone ou mesmo da rua. Segundo, após a publicação de uma matéria, chegava um feedback que podia ser incluído ou não na seção Cartas do Leitor. Nos dois casos, o pessoal do... ...

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Perfil do novo jornalista vai muito além do jornalismo

Não há um novo jornalismo. O que há são novos hábitos de consumo informacional e, consequentemente, novas formas de se produzir um conteúdo relevante, o que resulta em novos modelos de produção, distribuição e interação quanto ao jornalismo propriamente dito. O conceito do jornalismo como função pública não mudou, mas o profissional de jornalismo vem sofrendo mutações significativas. O perfil dos novos jornalistas – profissionais que produzem informação para um público com novos hábitos de consumo informacional – é profundamente diferente dos velhos colegas de profissão, acostumados com uma única via de comunicação. Não basta mais o domínio – ou a familiaridade – do assunto em questão; os novos jornalistas devem possuir profundos conhecimentos sobre mídia digital. Entender sobre mídia digital atualmente é quase tão importante quanto deter faculdades suficientes para trabalhar uma pauta vigente. Possuir conhecimentos sobre mídia digital engloba ter ciência sobre mercado, programação, ferramentas, técnicas de produção, fotografia, ilustração, infográficos, gestão da comunicação, marketing, entre outros fatores. O jornalista de hoje não só escreve, mas coordena todo... ...

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EUA quer acabar com a farra do ctrl+C e crtl+V no jornalismo

Passou quase despercebida tanto na blogosfera como nas mídias sociais daqui uma iniciativa norte-americana de grande importância para a valorização da boa prática jornalística. Tratou-se do lançamento, no dia 05, da NewsRight, uma organização responsável por rastrear o uso não autorizado de conteúdo noticioso protegido por direito autoral na internet. Irritadas e cansadas com o uso indevido de suas matérias por blogueiro, sites e agregadores o New York Times, a Associated Press, o The Washington Post e outras 26 empresas investiram cerca de 30 milhões de dólares na criação da NewsRight. A partir de agora, as notícias produzidas por esses grupos vão contar com um código de rastreamento, cujo objetivo é monitorar o uso comercial não remunerado e depois ir atrás dos infratores para que eles paguem pelo uso não autorizado desse conteúdo. Foram ao todo três anos de pesquisa e planejamento até o lançamento da NewsRight. Além dos 29 investidores, outras 30 empresas noticiosas participam indiretamente, representando mais de 800 sites de jornais norte-americanos. Segundo o ex-presidente da ABC... ...

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Blogs como ferramentas de personal branding para jornalistas

As empresas jornalísticas em todo o mundo estão passando por profundas reformulações, não só em suas estruturas, mas principalmente na aceitação de como as pessoas estão enxergando o jornalismo. Leitores, ouvintes, telespectadores e usuários querem o jornalismo, não o jornal, não o formato e seus velhos conceitos e anseios. É difícil aceitar isso, porém mais delicado ainda é como os novos profissionais de comunicação devem adentrar esse dinâmico cenário. Se antes jornalistas se consagravam através de grandes veículos, criando carreiras e reputações renomadíssimas, utilizando o nome do jornal ou da emissora quase como um sobrenome, hoje jornalistas podem criar marcas próprias sem sequer estarem ligados a importantes conglomerados da imprensa. Porém, ao mesmo tempo em que isso parece facilitar o crescimento profissional de jovens jornalistas, nunca a preocupação com a imagem foi tão importante e necessária para quem quer se expor em um mundo altamente voyeur. Os deslizes cometidos pelos profissionais do passado eram cabíveis de certo “abafamento”. Com a internet e suas ferramentas digitais conectadas em rede, perder um... ...

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Queremos o jornalismo, não o jornal

O que um livro sobre consumo colaborativo e novos modelos de ruptura acerca dos pensamentos e atitudes consumistas pode nos ensinar sobre jornalismo, mais especificamente sobre o jornalismo impresso? Nós queremos o jornalismo, não o jornal, não o formato, não o display. Nós queremos um conteúdo com qualidade, segmentado, customizável e que possamos compartilhar com quem quisermos. O debate sobre como o jornalismo impresso vai sobreviver é tão ultrapassado quanto o próprio meio de comunicação em questão. É inegável que tal serviço contribuiu para uma sociedade mais desenvolvida, principalmente no ocidente. Porém também é inegável que o novo público consumidor de conteúdo já não só mais consome, mas produz e compartilha informação. E isso faz toda a diferença. Talvez falar tão afirmativamente sobre um novo público seja errôneo. São novos hábitos de consumo, diriam alguns especialistas. Novos hábitos demandam, obrigatoriamente, novas maneiras de se produzir e entregar uma informação. E isso o jornalismo impresso não faz e ainda se recusa a fazer. Preocupa-se demais em como gerar receita e manter... ...

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Chegou a era do conteúdo relevante

Redes sociais, internet, propaganda interativa… Os recursos que garantem o sucesso das mídias digitais estão em pauta em todos os veículos de comunicação. Até aqui, o mercado navegou por múltiplas tecnologias, formatos e filosofias de trabalho, como a supremacia do design sobre o conteúdo, por exemplo. Por muito tempo, a máxima “uma imagem vale mais do que mil palavras” roubou a cena entre os profissionais de marketing. Nesse cenário, a figura do jornalista foi considerada a mais arcaica da comunicação social: “parou no tempo”, insistiu nas matérias mais completas, nas grandes reportagens. Em outras palavras, tentou continuar cumprindo o papel que lhe cabia: informar com foco no interesse público. Tentar dizer a leitores, telespectadores e ouvintes o que eles realmente queriam e precisavam saber. Claro, podemos dizer que comunicação também é negócio e nem todos os profissionais são assim. Mas quem é jornalista conhece a luta diária para que essa missão seja cumprida diante dos prazos apertados e da pouca disponibilidade de recursos. São limitações que muitas vezes prejudicam não... ...

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O jornalismo digital e o mito da informação gratuita

Cobrar ou não pelo conteúdo jornalístico online é uma questão polêmica que aflige 10 entre 10 especialistas em economia. Como fazer o internauta pagar por algo que pode ser obtido gratuitamente, sobretudo com a disseminação das mídias sociais? A Folha de S. Paulo publicou no dia (16/11) uma elucidativa entrevista com o editor executivo do New York Times, Bill Keller, que trouxe luz para essa questão. Keller foi o responsável pela implantação no jornal do mais discutido modelo de negócios para mídia do ano, o chamado pay wall ou “muro de cobrança”, em funcionamento desde março de 2011. Nele, cada internauta pode ler gratuitamente 20 textos do NYT por mês. A partir daí, precisa ter uma assinatura, cujo preço varia de US$ 15 a US$ 35, de acordo com o pacote oferecido. O pay wall tem se mostrado um estrondoso sucesso. O ritmo de adesão de assinaturas ao portal tem sido de uma por minuto. Já são 335 mil assinantes, além dos 800 mil da versão em papel que também podem... ...

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O jornalismo impresso vai morrer. E ainda bem

O mundo caminha a passos largos para uma digitalização total, pelos menos uma virtualização de documentos, filmes, livros, sons, imagens e, principalmente, a concretização dos jornais no mundo online. O jornal impresso vai morrer e isso não é nenhuma previsão apocalíptica, apenas um consenso do que já era esperado. O jornalismo impresso vai morrer, mas isso não significa que ele irá desaparecer. Em muitos cantos do planeta, mesmo nos países mais desenvolvidos, o jornal de papel será, digamos, eterno. O que irá desaparecer será a sua essência limitada, seu engessamento e sua visão retrógrada de como enxergar o próprio contexto que narra. E isso será extremamente positivo. O jornalismo impresso se acomodou, se instalou em um uma zona de conforto concretada com velhos padrões e argumentos que já não fazem mais sentido atualmente. Não há nada mais primitivo do que criar alardes e decretar seu fim inúmeras vezes. Se não progrediu, por que continuar a existir como mídia? Quando todos já analisavam apenas quantas visitas um portal recebia, novos padrões... ...

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