Review Category : jornalismo

O novo perfil do jornalista brasileiro; indiferença política é marcante

Estudo feito pelo Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho (TMT) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e divulgado no dia 30 de abril no site da FENAJ, apresentou dados contendo o “Perfil do Jornalista Brasileiro”, com indicadores relativos ao ano de 2012 sobre questões como, por exemplo, sindicalização, registro profissional, demografia, engajamento político e áreas de atuação. O relatório, lançado oficialmente em livro nesta segunda-feira (06/05/13), e já disponível em no site da FENAJ, traz alguns dados bastante interessantes e, em alguns momentos, surpreendentes. Também mostra que a realidade brasileira é algo bastante distinta, em muitas situações, da realidade de países mais avançados, como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha e Portugal, segundo dados revelados pelo Portal Jornalismo em Classe, no seu Dossiê sobre os jornalistas e o ensino de jornalismo no Brasil e no mundo, com números relativos ao ano de 2011. A pesquisa brasileira mostra que a população de jornalistas no Brasil tornou-se majoritariamente feminina (64%), jovem (59% tem de 18 a 30 anos), branca... ...

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Como elaborar um modelo de negócio para empresas de jornalismo – parte III

Na parte final da série sobre como elaborar um modelo de negócio para empresas de jornalismo, nós iremos falar sobre a segunda metade de blocos do método Canvas, que está correlacionda com o lado esquerdo do cérebro, o chamado lado racional, lógico. Nele se encontram 4 blocos distintos fundamentais para a criação de um modelo de negócio. São eles: recursos, atividades, parceiros e custos. Esses quatro blocos finais permitem que olhemos uma organização jornalística sob uma ótima mais empresarial, não a diferenciando de maneira tão distante de outras corporações. Com esses blocos é possível estruturar o modelo de negócio com moldes mais concretos. Aliás, eles basicamente se resumem a isso, pois são a estrutura concreta do empreendimento, como ele funciona, o que precisa para funcionar e quanto custa para mantê-lo em atividade. Talvez em um primeiro momento seja difícil associá-lo ao jornalismo, mas vamos adaptá-lo para que possamos enxergar de uma maneira maximizada a modulação de um novo projeto. 6. Recursos Quais são os recursos necessários para que você possa... ...

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Como elaborar um modelo de negócio para empresas de jornalismo – parte II

Dando continuidade a série sobre como elaborar um modelo de negócio para empresas de jornalismo, vamos discutir a primeira gama de blocos do modelo Canvas, que é relacionada com o lado direito do cérebro, o chamado lado criativo. Nesse segmento estão 5 blocos: clientes, valor, canais, relacionamento e caixa. Adaptando o método Canvas para empresas de jornalismo, é possível traçar um cenário singular para em que jornalistas e empreendedores possam criar – ou recriar – soluções em veículos pequenos, já que talvez seja esse o grande atrativo da web. Apesar do modelo ser um referencial genérico para qualquer tipo de empresa, o que vamos desenhar aqui é uma ideia de como aplicar algumas ideias e conceitos propostos pelo autor no universo do jornalismo, com suas respectivas particularidades e diferenças, já que não trabalhamos necessariamente com produtos ou serviços na maior parte das vezes, mas com opiniões. Por isso o modelo de negócio se faz necessário  já que enxergarmos quem são os nossos clientes, quais valores iremos entregar ou como iremos entregar... ...

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Jornalismo e jornalistas precisam abraçar o design

Já foi mencionada outras vezes a importância sumária na ação do jornalista em adquirir novas habilidades que até muito recentemente eram colocadas como não pertencentes ao nosso leque de atuação ou, em alguns casos, consideradas até mesmo inapropriadas para um profissional de jornalismo. Disciplinas como marketing, programação, empreendedorismo e design começaram a ser tarefas corriqueiras no dia-a-dia de quem trabalha com informação jornalística ou até com a mera produção de conteúdo para a web. Em pouco mais de 400 anos, os jornais não tiveram mudanças drásticas em relação à forma pela qual são consumidos ou manuseados. Papel jornal e tinta preta são as estruturas bases de um impresso. Muitos apontam a inserção das cores no jornalismo impresso como mero atrativo para conquistar leitores mais jovens ou despertar em leitores não habituais a curiosidade de folhear um jornal a cores. Porém, mesmo com a colorização do jornalismo, não mudamos a forma como ele é consumido ou manuseado. Com as recentes crises envolvendo todo o setor das empresas de mídia, um dos... ...

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Como elaborar um modelo de negócio para empresas de jornalismo – parte I

Devido aos intensos acontecimentos nos últimos anos, as empresas jornalísticas – e não o jornalismo – estão sofrendo grandes golpes em seu faturamento anual e procuram desesperadamente novas formas de monetizar suas atividades, gerando uma receita que seja minimamente compatível com a subsistência do veículo. É triste pensar dessa forma, mas o que temos visto por aí são inúmeros meios e profissionais afirmando que para sustentar o jornalismo é preciso recorrer a outros canais, principalmente em pequenos veículos. O que isso significa na prática? Bom, a ideia central seria ter outras fontes de renda para sustentar o jornalismo. O jornalismo teria um papel possivelmente secundário, já que quem puxaria a conta para o azul seriam serviços paralelos, como a venda de produtos, dados e tecnologia, ações que já são comumente aplicadas pelas startups de jornalismo digital, onde a máxima é “sobreviver já é um enorme sucesso”. Acontece que não basta apenas produzir um conteúdo de qualidade, é preciso entregá-lo. Não basta produzir jornalismo, é preciso que a empresa de mídia seja sustentável... ...

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O marketing como ferramenta do jornalismo

Jornalismo e marketing são áreas que erroneamente sempre foram classificadas – e ainda são – como disciplinas opostas. De um lado teríamos o segmento que lida com informações, factuais ou não, e que procura transpassar um tipo de conteúdo para um público que sempre espera transparência, honestidade, imparcialidade e, acima de tudo, um público que “deposita” sua confiança no olhar daqueles determinados profissionais da imprensa. Do outro lado do muro ficariam os profissionais que fariam de tudo com o único objetivo de vender, vender e vender. Seria a lógica dos mocinhos e bandidos, um olhar romântico e extremamente pobre. Bom, na definição de Kotler, “marketing é a função dentro de uma empresa que identifica as necessidades e os desejos do consumidor, determina quais mercados-alvo a organização pode atender melhor e planeja produtos e serviços adequados para satisfazer estes mercados de uma forma mais eficiente do que os seus concorrentes”. Na prática, o jornalismo tem em suas atividades mais rotineiras todos esses conceitos apresentados na definição. Mas vamos por partes. O... ...

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Trote na UFMG comprova que as redes sociais seguem pautando a mídia

A internet e as redes sociais tornaram o mundo menor e muito mais caótico por conta da facilidade de interação e da avalanche de informações. Elas deram a cada pessoa o poder de comunicação global. Melhor do que isso, propiciaram a cada um a possibilidade de pautar a mídia e o impacto dessa quebra de paradigma no cotidiano é incalculável. Isso pôde ser comprovado, na última segunda-feira, 18, com a disseminação em rede nacional em rádios, telejornais e impressos, da notícia sobre o violento trote em calouros do curso de Direito da UFMG.  Fotos com referências nazista e racista circularam na internet, na qual imagens mostraram uma caloura como “escrava” e alunos fazendo gesto nazista. A notícia surgiu da postagem de fotos no Twitter e videos no YouTube no final de semana e imediatamente começaram a reverberar pela rede as mais diversas reações de repúdio. A partir daí deu-se o já conhecido efeito de propagação viral com o assunto tornando-se pauta dos principais veículos de comunicação de todos os estados... ...

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O jornalismo precisa de inovação, não de botox

É mais do que consolidada a máxima afirmativa, apesar da contraposição de alguns insistentes céticos, de que quem está em crise são as empresas jornalísticas, não o jornalismo. Isso reflete um conceito ainda mais básico sobre tudo o que vem ocorrendo nos últimos anos: nós queremos o jornalismo, não o jornal, ou seja, não importa o meio que ele será consumido, o que o público consumidor de notícias quer é um jornalismo ético, transparente, consolidado e firme de suas convicções. Porém esse debate, mesmo trazendo consigo traços de cenários mais atuais, já se encontra defasado, desgastado e até mesmo infértil para novas discussões. O que deve ser feito com urgência é direcionar olhares para um tema muito mais amplo e complexo, porém capaz de definir de uma maneira muito mais estrutural os futuros – ainda incertos – da imprensa: é preciso inovar no jornalismo assim como foi e é preciso inovar em qualquer outro setor da sociedade para que um determinado ramo do mercado permanecesse de pé. O que isso... ...

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Modelo de negócio: o problema do jornalismo é o jornalismo

Por trás da indústria jornalística há muito mais entraves éticos do que apenas conflitos de gerações de jornalistas, queda na circulação dos impressos ou a diminuição drástica dos investimentos publicitários nos veículos de mídia. O grande problema no modelo de negócio do jornalismo é o próprio jornalismo. Há uma colisão de interesses que envolvem patrões e empregados, ou seja, empresários e jornalistas. Na visão de qualquer empresário em sintonia com o mercado – e isso se aplica ao jornalismo, pois é uma empresa como qualquer outra – o mais adequado a ser feito em uma companhia é diminuir os custos com infraestrutura e pessoal e, de quebra, aumentar a produtividade e o ritmo das vendas. A lógica na visão do negócio é fazer mais com menos. Simples assim. Porém, na outra vertente, nós temos profissionais engajados com a missão jornalística, ou seja, que assumiram de maneira quase pessoal a busca pela transparência dos fatos, a apuração dos acontecimentos e a obrigatoriedade de entregar ao leitor o lado mais verídico possível... ...

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Caros Amigos faz demissão em massa de jornalistas em greve

Jornalista também é um trabalhador. Alguns podem se chocar, mas todo jornalista precisa se vestir, se alimentar, pagar a escola dos filhos e quitar todas as demais despesas assim como qualquer cidadão brasileiro. Para a revista Caros Amigos, ou melhor, para o diretor da revista Caros Amigos, Wagner Nabuco, diretor de uma das melhores publicações do país, jornalista não pode lutar por melhores condições de trabalho, e se isso é vetado ao jornalista, Wagner Nabuco considera que jornalistas não são trabalhadores. Onze profissionais foram demitidos nesta segunda-feira. O motivo? Os profissionais estavam em greve desde o dia 8 de março requisitando melhorias na condições de trabalho e, para o diretor da revista, isso significou “quebra de confiança”, sendo motivo mais do que suficiente para mandar todos pra rua. A posição absurda da direção da revista já é inaceitável para qualquer tipo de empresa, mas quando falamos de uma empresa jornalística e que mantêm uma publicação “de esquerda”, realizar uma demissão em massa com base em uma greve é pitoresco demais... ...

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