Com as redes sociais, o jornalismo descobriu que possuía público

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Com as redes sociais, o jornalismo descobriu que possuía públicoDe algum tempo para cá, o ato de informar passou de uma função específica de uma classe para as graças de formadores de opinião, que ganharam notoriedade dentro da internet. Os formatos de informação e opinião passaram a não funcionar de forma tão efetiva quanto à opinião criada e influenciada pelo conhecimento de campo, científico ou popular.

Felizmente, o jornalismo, aos poucos, se adaptou a nova contextualização e, mal bate a poeira do primeiro impacto gerado pela produção de conteúdo na web, passa a levar outro baque: o advento das mídias sociais. Aqui, o jornalismo percebeu que possuía público, que este era dotado de opinião e sabe muito bem como expressá-la, focando, num contexto sensacionalista e nutrido da necessidade de ser visto, ter relevância.

Neste momento, o público deixou de ser visto como um mero receptor de informação pelos veículos e passou a ter função ativa e recíproca quando se observa a geração de conteúdo e recepção do mesmo. Meios de comunicação que ainda utilizam formatos tradicionais de informação na internet passaram a ganhar relevância vinda do seu público leitor.

Com esta “inclusão passiva”, três olhares passaram a ter um foco comum dentro das redes sociais: o olhar informativo, adotado por agências de noticias, jornais, revistas, dentre outros; o olhar persuasivo, com enfoque em marcas, suas impressões e modos de atingir de forma positiva o público; e, por fim, o olhar mais baseado em expressão.

Neste último está contido a necessidade de ser notado, focado em gerar influência e relevância, preocupando-se com a imagem direta do usuário, figura pública ou empresa neutra, “distante” da indústria da comunicação. Agora, influenciar e noticiar fatos não são mais uma atribuição exclusiva de profissionais de comunicação e ainda nos perguntamos qual o futuro.

O ato de informar não se adéqua com a mesma velocidade com que o público muda e, em contrapartida, a geração de conhecimento e opinião é ampliada e o jornalismo ainda se prende às memórias. Já é hora de atualizar-se e deixar de tratar informações como manchetes para um jornal digital ou anotações num pedaço de papel.

Ex-estudante de música, estudante de jornalismo e assessor parlamentar. Lida com planejamento em comunicação e mídias sociais desde 2010. Colaborador do Showmetech, Ponto Marketing e UndersTech. Fascinado pela blogosfera e pela influência que esta exerce na formação de opinião.

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