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Nova classe média brasileira é jovem e prefere web à TV

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O que antes era nicho de um determinado segmento específico, agora passa a ser massa e desperta a atenção de diversos mercados. A classe C brasileira, ou classe média, já representa 104 milhões de pessoas, mais de 50% da população, movimentando cerca de 1 trilhão de reais, mais do que o PIB de Portugal, Uruguai, Paraguai e Argentina juntos.
Foi com esses dados e argumentos que Renato Meirelles, diretor do Data Popular, prendeu a atenção do público no segundo painel do primeiro dia de MediaOn 2011. A nova classe média brasileira está revolucionando os mercados e, é claro, impacta diretamente o segmento de produção de conteúdo no Brasil.

Como desenvolver conteúdo para esse público? A classe média no Brasil já representa mais de 50% dos domicílios com acesso à banda larga. Quem é esse público? Na internet, são na maioria jovens. Se pudéssemos colocar um rosto para essa classe de usuários que desperta atenção dos mercados, ele seria de uma jovem branca, com uns 24 anos de idade e da região sudeste.

A chamada geração Y no Brasil tem traços muito mais interessantes do que os apontados pelos gurus da nova era. Esses jovens que formam esse segmento são otimistas, querem prestar concursos públicos, realizar cursos técnicos, poupam mais grana e, principalmente, são mais empreendedores do que a média.
Para eles, internet significa ascensão social. Pelo menos foi isso que Meirelles colocou quando afirmou que o acesso à internet é tão importante quanto à universalização do ensino no Brasil. Para ele, a internet oferece um mundo de possibilidades, como um maior repertório e networking. Os jovens que formam a classe C enxergam na web um vitrine para mudarem seus “destinos”.
Pela primeira vez na história os filhos estão tendo mais educação que os pais. Na classe A, apenas 10% superam os estudos dos pais. Na nova classe média esse número vai para quase 70%. A invasão desse segmento social na web está revolucionando e impactando diretamente o jornalismo, pois já consideram a web fonte primária de informação, deixando de lado o TV.
Essa classe possui um “conjunto de posturas socialmente mais interessantes”, apontou Meirelles. E é verdade sob muitos aspectos. Se pararmos para pensar, muitos de nós iniciamos nossa vida no Windows XP, 98 e até mesmo 95. Celulares? Só apenas alguns privilegiados possuíam. A nova classe média inicia sua vida digital com smartphones completos a 199 reais, notebooks superpotentes com Windows 7 e acesso wi-fi distribuído em muitos lugares.
Sim, sob certo ponto eles saíram na frente. Quando muitos foram evangelizados em massa com o XP, esses jovens iniciam a vida digital falando sobre velocidade de banda larga e computação em nuvem. Nós ainda temos sequelas da conexão discada. Eles pensam em aplicativos para tarefas simples do dia-a-dia e levam a internet a 50 centavos por dia dentro do bolso. Jovens que nasceram com acesso a esses recursos têm visão diferente do que nunca tiveram acesso a nada e entram nesse universo pela primeira vez.
A nova classe C – ou média, como é mais aceito – impacta diretamente o modo como se produz conteúdo no Brasil. A sua empresa ainda enxerga esse setor como nicho ou já os trata como público essencial? As novas visões que esse segmento exige podem resultar em um novo modo como produzimos jornalismo daqui para frente.
Fonte da imagem: Facebook do MediaOn.

Cleyton Carlos Torres

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Jornalista e blogueiro. Pós-graduado em comunicação e pós-graduando em história. Editor do blog @midia8. Blog | Twitter | Facebook

Jornalista e blogueiro. Pós-graduado em assessoria de imprensa, gestão da comunicação e marketing e pós-graduado em política e sociedade no Brasil contemporâneo.

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